
▄▄▄São vidas que vem e vão, as pessoas as tratam, as olham como se fossem apenas folhas caídas de árvores. Como se valhessem apenas o momento da queda, o frescor da estação, a longevidade da clorofila. Pessoas que são apenas matérias televisivas, notícias de última hora em radios ou links de internet. Pessoas assassinadas, suicídas, ladras, anôminos, famosos, que "sabem de tudo" ou "não sabem de nada", ou com perda de mente social. Podem dizer que estou sendo um tanto antiquada, dramática ou até mesmo colocando Parnasianismo ao Jornalismo, mas, se tem algo que não estou sendo é tudo isto que poderia ser citado. Aonde está a racionalidade sentimental? Está característica ávida dos seres humanos, que pensam, que sentem, que pensam e sentem, que sentem e pensam? Aonde? Me diga que irei buscá-la. Isto não é um desabafo, talvez nem mesmo um texto, ou um comentário. Mas o simples pensamento que veio a mente de um ser humano em um final de noite. Sabe quando você vê filmes ou lê livros sobre as civilizações antigas que se auto-destruíram? Você certamente se questiona: "Como eles não enxergaram que estavam indo rumo ao precipício?", "Como não perceberam que os recursos estavam se esgotando?", "Como não notaram a perda de sua cultura?". Mas sabe o que vai acontecer no futuro quando formos a civilização antiga? Eles se questionaram: "Como eles não enxergaram que estavam indo rumo ao precipício?", "Como não perceberam que os recursos estavam se esgotando?", "Como não notaram a perda de sua cultura?". Talvez o mundo nem chegue lá, ao momento onde tudo retorna ao vazio. Ao nada absoluto. Talvez ele não chegue sozinho...


