sábado, 24 de dezembro de 2011

Ainda três


Três meses se passaram, mas sinto uma dor de três vidas inteiras. Dormir é tão difícil, pensar, respirar. Dói de uma maneira excruciante, angustiante. Estou sentindo perdas que não deveriam ocorrer agora, tão proximas umas das outras. Mas nenhuma perda supera a tua. Parece que o tempo passa por tabela, não consigo ver as datas com tanta sincronia. O tempo perdeu a sua harmonia quando ficamos em realidades paralelas, que não se encontram em nosso olhar, em nosso sentimento. "Como?", "Como?", "Como viver em uma realidade sem a sua presença?". "Como suportar a dor da falta de opção?". Eu tento disfarçar, mas as vezes é difícil demais. Nada será como antes, quando o meu melhor despertador era o simples fato de te ver, te sentir. Três meses de uma nova vida, uma vida que não queria para mim. Respiro pela metade, vivo pela metade, sou uma metade.