quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lembranças do Mar



Em todas as vezes que eu pensava no mar
Me pegava pensando em você
Todas as vezes que as ondas corriam até mim
Me lembrava de quando ia até você
Essas ondas que formam espumas brilhantes
Como os seus olhos quando me viam chegar
E quando a maré voltava, deixava marcas
Como aquela que você deixou em meu coração
E todas aquelas conchas que ficaram pelo caminho
Me distraiam como o som da sua voz
Quando entrava no mar sentia a água gelada
Que me arrepiava do mesmo modo quando te vi pela primeira vez
E a medida que me deslocava para o fundo
Pensava que você fez o mesmo em minha vida
E cada mergulho que dava fazendo com que o ar se exaurisse de meus pulmões
Me sentia quando ficava muito tempo com você
E cada mergulho que eu dava, eu queria mais
Como queria mais e mais a sua presença
Toda aquela água cristalina e extensa
É límpida e longuinqua como o meu amor por você
E toda a sua profundidade e magnitude
É como o seu amor faz bem a minha alma

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Mais uma vez, números


Novamente escrevendo sobre números. Hoje não será sobre o 3 em minha vida, mas para o simples arquivamento do dia em que comecei a usar o contador.
Nunca desloquei minha atenção para este tipo de atitude, de saber a quantidade de pessoas que leem o que posto. Estou mais interessada na qualidade das pessoas que leem, e o que elas viram aqui as levem a algo.
Mas enfim, nunca liguei muito para a visitação, mas se tem algo que eu realmente amo é brincar com números. Seja em jogos, no dia-a-dia ou no simples passar da vida.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Insignificante observação humana


É justamente nestes tempos difíceis, nestes momentos tensos que conseguimos ver realmente a dimensão do que somos e do que achamos que somos.

O ser humano acredita na imortalidade da sua racionalidade, sem levar em conta que empregamos está racionalidade de maneira individual e estereotipada ao contrário do que logicamente deveria ocorrer, um pensamento racional coletivo. Porque há uma centena de nomes em livros de história, mas há milhares de outros nomes que tornaram ísto possível, e maior ainda, real.

Nós seres humanos não somos nada quando adjetivados a palavra "sozinho". Apenas mais uma porção de partículas consumindo energia no cósmo. Somos insignificantes perto da magnitude da instável totalidade universal. E mais irônico de não sermos nada é o fato de consumirmos tudo e querer o tudo.

Mas apesar de toda essa contradição existencial o ser humano é singular, único, como diriam os astrônomos e astrofísicos, uma "excentricidade". Algo incomum, irreal mas tão verdadeiro que sua complexidade não pode ser explicada, resumida e muito menos compreendida.

São nestes tempos difíceis, nestes momentos tensos que percebemos que o ser humano está em expansão.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Quem está ao meu lado...

Estava pensando em como realmente somos. Talvez mais propriamente em como realmente sou. É tão engraçado lembrar das memórias da infância, aqueles amigos que ainda estão contigo e que ainda te fazem rir, sabem seus defeitos, suas qualidades e mesmo depois de tanto tempo nunca enjoaram de ti. Sabe aquele tombo que tu levou na frente deles? Aquele vergonha alheia que os fez sentir? Talvez uma discussão que por saber demais sobre eles, tu acabou magoando mais do que o necessário? Pois bem, olhe e veja... eles estão aí.
Ah... como é bom o doce sabor da amizade, que transforma-nos em seres humanos, que nos concebe o dom do amor alheio, sem laços sanguíneos, interesses financeiros ou sociais.
Ah... como é bom o cheiro da amizade, aquele lanchinho dividido, o espaço do guarda-chuva e os dilemas da vida.
Ah... como é bom o calor da amizade, aquele abraço apertado, andar de maõs dadas, um beijo no rosto e aquela tarde com o violão.
Se tem algo que nunca poderei dizer e que nunca quero dizer é que sou algo sem a amizade, pois ela transforma a minha vida a cada lembrança, a cada dia, a cada vez que respiro e vejo que neste caminho conhecido desconhecido estou com as pessoas que me fazem um ser melhor.

Kesenai Tsumi


"Você está bem aqui no meu olhar como sempre. Eu posso respirar.
Para mim essa é toda a felicidade que sempre precisei, mas
Me diminuo cometendo os mesmos erros de sempre.
Quanto poder eu preciso ganhar pra não ter que machucar mais ninguém?
Vamos seguir em em frente sem hesitar, confiando sempre no amor.
Segurando firme na ferida incurável.
Nós dois continuamos andando porque ainda não podemos voltar para a manhã.
Embora o pecado doloroso no fundo do meu coração não será apagado, querida."

*trecho traduzido de música de mesmo título do anime Fullmetal Alchemist, interpretada por Nana Kitade