terça-feira, 24 de maio de 2011

Please k...


Sou aquela dos gritos não socorridos

Da movimentação da desordem

Dos sonhos fugidos

A quem os pesadelos comem

Oh criatura do espírito contudido.

Atitude tão mecânica

Para uma vivência tão leviana

I don’t see my mamma

I don’t wanna feel anymore. I don’t wanna.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sorvete de Limão


Me lembro da primeira vez que te vi
Você estava parado no seu canto como sempre
Como eu te percebi?
Porque eu estava parado no meu canto como sempre
Aquele seu olhar distante, alto, profundo, me mostrava que você não estava vendo nada ao seu redor
E naquele momento, eu te vi
Provavelmente eu já tinha te visto antes, mas não te percebi
Porque devia ter visto o seu físico
Mas naquele momento eu vi totalmente você
Uma pessoa ingênua, doce, insegura e apaixonante
Uma pessoa totalmente diferente do que as outras viam, ou pensavam que viam
E naquele momento, você se virou na minha direção
E olhou diretamente nos meus olhos
Naquele momento você me conheceu
Notou que meu olhar é diferente
Daquele dia em diante saímos ao corredor apenas para nos vermos
Apenas para uma simples troca de olhares
Ninguém reparava no que fazíamos
As atitudes das pessoas eram muito físicas e superfíciais para isso
Até que aquele dia nossos horários se desencontraram
Ambos ficamos pensando aonde o outro estava
Até que não aguentamos mais e saímos de nossas salas
Quando reparamos além da multidão
Nós estavamos quase nos encontrando
Era o nosso primeiro contato físico
Acho que nunca conseguíremos descrever de forma realista os nossos olhares naquele momento
O meu coração pulsava como o último instante de vida
E o seu também
No exato momento que passamos um pelo outro
Eu senti o seu perfume
Você sentiu o meu
E juntos, no mesmo instante, dissemos um silencioso "oi"
Ninguém ouviu ou viu nada
Mas foi um grito e um abraço para nós

domingo, 1 de maio de 2011

.Nada.


Sou muitas e de muitas não sou nenhuma.

Não tenho o que escrever pois não há o que viver.
Não tenho o que escrever pois não há como descrever.
Não tenho o que escrever pois não há o que expressar.
Não tenho o que escrever pois não há palavras a confiar.

Apenas aquela guria sem dotes, sem dons, sem atributos peculiares, singulares.
Que rabisca pequenos versos, sem uma definição ao certo.

Aquela que anda postando demais, sentindo menos, escrevendo textos pequenos.
Não sabe quase nada da vida, pois muito pouco há vivida.

Meio acima do peso, com corte desfiado no cabelo.
Algumas pontas claras, e cicatrizes nada raras.

Sou muitas e de muitas não sou nenhuma.

Não se encaixa em lugar algum. Não é sentinda por nenhum.

Existência nula. Verdade fajuta.

Um punhado de mas e vírgulas.
Que com um ponto final é correspondida.

Criatura de doce aparência. E amargo olhar.
Sem eloquência. Sem almejos a conquistar.

Nada interessante a postar. Nada a comentar.
Neste domingo a passar.