
Sou muitas e de muitas não sou nenhuma.
Não tenho o que escrever pois não há o que viver.
Não tenho o que escrever pois não há como descrever.
Não tenho o que escrever pois não há o que expressar.
Não tenho o que escrever pois não há palavras a confiar.
Apenas aquela guria sem dotes, sem dons, sem atributos peculiares, singulares.
Que rabisca pequenos versos, sem uma definição ao certo.
Aquela que anda postando demais, sentindo menos, escrevendo textos pequenos.
Não sabe quase nada da vida, pois muito pouco há vivida.
Meio acima do peso, com corte desfiado no cabelo.
Algumas pontas claras, e cicatrizes nada raras.
Sou muitas e de muitas não sou nenhuma.
Não se encaixa em lugar algum. Não é sentinda por nenhum.
Existência nula. Verdade fajuta.
Um punhado de mas e vírgulas.
Que com um ponto final é correspondida.
Criatura de doce aparência. E amargo olhar.
Sem eloquência. Sem almejos a conquistar.
Nada interessante a postar. Nada a comentar.
Neste domingo a passar.
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