segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Cantarolando Domingo


"É só trocar o frango por batata frita" você me diz
Pega o violão e cantarola "Let it be" para mim

No fim da tarde de domingo tomamos chá
Conversando esperamos a noite chegar
Moletom, meias e sandálias
Não é uma rotina, é várias
Pedimos aquele Yakissoba verde
Eu penduro o meu quadro na parede
Amanhã mais uma semana começa
Eu vou estudar e você vai cantar
A casa irei arrumar e você vai viajar
Você me grita "go to Yo!"
E eu respondo "Yah!"
Na noite anterior me arrumei e saí contigo
Fomos encontrar seus amigos
Agora eles também são meus
Fazem coisas que eu digo "Oh My God, como pode?"
Entramos naquele amado pub
Nossa mesa mal coube
Lembro de tudo isso enquanto estamos na varanda
Você me chama para irmos para a cama
Diz que está feliz com o rumo que tem tomado
Mas tem pesadelos toda noite com o seu passado
Para acalmar a ti
Afago teus cabelos e cantarolo "Let it be".

terça-feira, 9 de agosto de 2011

x5x8 - x9

Árvores de pessoas, o sol está forte
As cigarras cantam, os pássaros respondem
É um uníssono
Passos determinados, um caminho errante
Vidas entrosadas, vivências de solidão
Folhas secas esmagadas, mochilas pesadas
Os pés dentro de tênis esquentam
As abelhas desviam, o certo
Invisíveis indivíduos, puramente vistos
Clima literal
Tão pouco o vento torna-se ausente
Desvios no caminho, falso todash
O ser vermelho passa mais rápido
O som artificial se destaca
Palavras que envolvem o social
Verdades de sentimentos questionadas
Dizem que são Um, mas sem khef
Acometidos de calor, teoricamente frio
E passa, e passa
O motor continua girando
Os risos não são risadas
O verde ao lado do roxo se destaca
Ele é pequeno, ela é grande
Ao contrário do que se vê
De repente fica pobre de pontos
O amarelo aparece a direita
Rápido, rápido e só
Tudo para, mas é agora que a resposta corre
Inutilmente tentando agir
A mentira está aos olhos, e não ao coração.

segunda-feira, 25 de julho de 2011


Olhe e veja, há algo lá.

domingo, 10 de julho de 2011

Inc


Pés no chão, corações no céu
Girando, girando sem parar
A felicidade não pode ser cobrida pelo véu
Não encontro uma sigla para te expressar

Acordes melosos, raivosos, ... gostosos
Arranjos indefinidamente definidos
Escritos amorosos, estupefosos,... gostosos
Sons definidamente indefinidos

terça-feira, 21 de junho de 2011

Maybe


O que eu mais tenho é dúvida...
Quem pode me socorrer?

Aonde está relação de vida?

Mamãe pode me responder?


Porque nessas noites em que o único som que resta

É o dos meus pensamentos?

Porque quando penso em minha vida, crio rugas na testa?
Porque meu coração não recorda os bons momentos?

Mas parece que nem mamãe pode me dizer
O que vou fazer?


Tantos compromissos a realizar

Muitas pessoas no meu caminho vem e vão

A felicidade eu não consigo encontrar
Estou sozinha no meio de um milhão


O que eu quero são respostas
Minha mente clareia na fumaça
Tenho tantas coisas nas costas

E nenhum lugar para chamar de casa


Meus amigos são fascinantes
Não os culpo pelo meu socorro etílico

Merecem felicidades constantes
Mas porque sofro mais que meu eu-lírico?

Parece mesmo que estou afundando

Mas não é em um rio, lago ou mar
Meu tubarão ao fundo está me puxando
Porque eu não consigo nadar?

Tenho a vontade de sumir
Mas minhas ligações familiares não me deixam partir

No meio social finjo me divertir
Queria muito verdadeiramente sorrir


Porque meu coração parece ter o tamanho de um botão?
Sofrimento queria te fazer parar

Ninguém consegue esticar a mão
Não há como me salvar.

sábado, 18 de junho de 2011

Pavimento


Nós olhamos para a estrada
Ela já foi de terra, mas agora é de asfalto
Ninguém percebe sua alma frustada
Pois nem sabem o que pode ter de errado

Quando olha para lá sente falta de ar
Então acende um cigarro e começa a fumar
Isso te ajuda a relaxar
E você volta a respirar

Na multidão sempre está só
Apenas a sua sombra se une a seu passo
No coração sente aquele nó
E se pergunta se você é o fracasso

As pessoas não te olham com verdade
Elas só te olham quando traz o álcool
O líquido na garrafa é o quanto dura a amizade
E o que resta é um olhar amargo

Quando olha para lá sente sede
Então abre a garrafa e começa a beber
Isso te traz prazer
E suas cordas vocais voltam a arder

Ao olharmos para trás vemos
Como essa estrada é comprida
Há tanto caminho que desconhecemos
Mas há flores nascendo neste pavimento da vida

terça-feira, 14 de junho de 2011

Ahh


Sabe, não importa o quanto eu tente expressar, ninguém nunca saberá, sentirá o suficiente do que eu digo, do que eu sinto em relação a isto. É muito fácil dizer: "É só trocar". Mas há grandes e inúmeras questões envolvidas.
Não é segredo à ninguém que eu não queria estar aqui. Que eu não queria sentir o que sinto.
Mas o que fazer quando a responsabilidade é toda sua? Quando os planos futuros de muitos dependem somente de ti?
Pois bem, ao certo ou ao errado, priorizei o material, o moral, o financeiro, sem delongas... o fruto do dinheiro. Não estou aqui fazendo as minhas vontades, talvez até vontades tenho sim, mas não o suficiente para o meu despertar matinal. Não sei o quanto de tempo irei aguentar, mas um ano e meio são até relevantes, ponderantes.
Perdidas em meus pensamentos, em minhas palavras, no meu querer. Pena que não consiga exercer o meu próprio poder. É arriscado demais correr por uma estrada escura. É arriscado e doloroso demais correr pela estrada escura dos sentimentos e do próprio tempo.