sábado, 24 de dezembro de 2011

Ainda três


Três meses se passaram, mas sinto uma dor de três vidas inteiras. Dormir é tão difícil, pensar, respirar. Dói de uma maneira excruciante, angustiante. Estou sentindo perdas que não deveriam ocorrer agora, tão proximas umas das outras. Mas nenhuma perda supera a tua. Parece que o tempo passa por tabela, não consigo ver as datas com tanta sincronia. O tempo perdeu a sua harmonia quando ficamos em realidades paralelas, que não se encontram em nosso olhar, em nosso sentimento. "Como?", "Como?", "Como viver em uma realidade sem a sua presença?". "Como suportar a dor da falta de opção?". Eu tento disfarçar, mas as vezes é difícil demais. Nada será como antes, quando o meu melhor despertador era o simples fato de te ver, te sentir. Três meses de uma nova vida, uma vida que não queria para mim. Respiro pela metade, vivo pela metade, sou uma metade.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

E.

No final do inverno seu aniversário passou, mas a saudade que sinto de ti está empregnada em meu peito. Tudo o que eu desejo é olhar em seus olhos novamente. Esses anos tem sido tão difícies. Naquele ano, no meu dia, naquele dia onde os 15 eram feitos você me deu o seu coração em forma de colar, ele esteve comigo desde então. Mas neste ano, no seu dia, naquele onde os 21 eram feitos, ele se foi, quebrou, o seu coração em forma de prata caiu no chão da sala. Naquele dia eu acordei pensando em ti, aliás como penso todos os dias, mas era um pensamento especial, pois era mais um ano que não lhe via pessoalmente. Contudo este pensamento trazia consigo uma sensação estranha, desagradável. No meio da manhã a minha, a sua, a nossa corrente se rompeu. Desde aquele momento eu sinto meu pescoço desprotegido, sinto que está mais difícil respirar, o pingente ficava na altura do meu peito, acalmando o meu coração, mas agora, ele está na minha cama, separado de mim. Meu corpo está tao frio, tão estranho, sinto arrepios todo o tempo, lágrimas escorrem do meu rosto. Como eu queria poder te tocar novamente. Eu lembro de cada palavra, cada olhar dirigido a mim desde que lhe conheci. Lembro de tudo o que você me disse, sei que algumas palavras foram ditas para me proteger, mas já era tarde demais. Meu coração já é seu. Também lembro o que você me disse certo tempo antes de ir, suas palavras foram doces, sinceras e intensas,um delicioso " você é a pessoa que mais amo na vida, e além dela", e eu respondi "e além". Foi tão difícil falar de ti para outra pessoa, mas eu falei, disse algumas características e alguns feitos seus para uma única pessoa, aliás, eu chorei na frente dela sobre a sua situação. Lágrimas me cegam enquanto escrevo isto, pois agora não é somente uma distância geográfica que nos separa, mais algo muito além. Eu sei o quanto você sofreu, o quanto sofreu por mim, e o que eu sofri, os sacrifícios que fez são muito maiores dos que fiz por ti. Não consigo mais focar meus pensamentos, minha mente sempre me leva aos seus olhos azuis, seus cabelos pretos desfiados, o seu sorriso. Como sinto a tua falta,como queria que você estivesse aqui para me fazer rir,me levar para fazer um pequenique, ficarmos deitados abraçados conversando a toa, ou simplesmente quando ficavamos olhando um ao outro sem dizer nada. Neste ano não tomei sorvete de limão no seu dia, é a primeira vez que isso acontece, ainda vou, é uma forma de te sentir novamente, já é tradição do mês de Setembro. E irei o resto da minha vida, enquanto existir. Tem um arame farpado apertando o meu coração a todo o momento. Você me prometeu que aquele não era o último adeus, que iria voltar, mas agora eu sei que não poderá mais. O mundo não é justo, não tive chance de me despedir. Agora estou sozinha deste lado, mas eu sei que é temporário, pois a nossa união é além.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Cantarolando Domingo


"É só trocar o frango por batata frita" você me diz
Pega o violão e cantarola "Let it be" para mim

No fim da tarde de domingo tomamos chá
Conversando esperamos a noite chegar
Moletom, meias e sandálias
Não é uma rotina, é várias
Pedimos aquele Yakissoba verde
Eu penduro o meu quadro na parede
Amanhã mais uma semana começa
Eu vou estudar e você vai cantar
A casa irei arrumar e você vai viajar
Você me grita "go to Yo!"
E eu respondo "Yah!"
Na noite anterior me arrumei e saí contigo
Fomos encontrar seus amigos
Agora eles também são meus
Fazem coisas que eu digo "Oh My God, como pode?"
Entramos naquele amado pub
Nossa mesa mal coube
Lembro de tudo isso enquanto estamos na varanda
Você me chama para irmos para a cama
Diz que está feliz com o rumo que tem tomado
Mas tem pesadelos toda noite com o seu passado
Para acalmar a ti
Afago teus cabelos e cantarolo "Let it be".

terça-feira, 9 de agosto de 2011

x5x8 - x9

Árvores de pessoas, o sol está forte
As cigarras cantam, os pássaros respondem
É um uníssono
Passos determinados, um caminho errante
Vidas entrosadas, vivências de solidão
Folhas secas esmagadas, mochilas pesadas
Os pés dentro de tênis esquentam
As abelhas desviam, o certo
Invisíveis indivíduos, puramente vistos
Clima literal
Tão pouco o vento torna-se ausente
Desvios no caminho, falso todash
O ser vermelho passa mais rápido
O som artificial se destaca
Palavras que envolvem o social
Verdades de sentimentos questionadas
Dizem que são Um, mas sem khef
Acometidos de calor, teoricamente frio
E passa, e passa
O motor continua girando
Os risos não são risadas
O verde ao lado do roxo se destaca
Ele é pequeno, ela é grande
Ao contrário do que se vê
De repente fica pobre de pontos
O amarelo aparece a direita
Rápido, rápido e só
Tudo para, mas é agora que a resposta corre
Inutilmente tentando agir
A mentira está aos olhos, e não ao coração.

segunda-feira, 25 de julho de 2011


Olhe e veja, há algo lá.

domingo, 10 de julho de 2011

Inc


Pés no chão, corações no céu
Girando, girando sem parar
A felicidade não pode ser cobrida pelo véu
Não encontro uma sigla para te expressar

Acordes melosos, raivosos, ... gostosos
Arranjos indefinidamente definidos
Escritos amorosos, estupefosos,... gostosos
Sons definidamente indefinidos

terça-feira, 21 de junho de 2011

Maybe


O que eu mais tenho é dúvida...
Quem pode me socorrer?

Aonde está relação de vida?

Mamãe pode me responder?


Porque nessas noites em que o único som que resta

É o dos meus pensamentos?

Porque quando penso em minha vida, crio rugas na testa?
Porque meu coração não recorda os bons momentos?

Mas parece que nem mamãe pode me dizer
O que vou fazer?


Tantos compromissos a realizar

Muitas pessoas no meu caminho vem e vão

A felicidade eu não consigo encontrar
Estou sozinha no meio de um milhão


O que eu quero são respostas
Minha mente clareia na fumaça
Tenho tantas coisas nas costas

E nenhum lugar para chamar de casa


Meus amigos são fascinantes
Não os culpo pelo meu socorro etílico

Merecem felicidades constantes
Mas porque sofro mais que meu eu-lírico?

Parece mesmo que estou afundando

Mas não é em um rio, lago ou mar
Meu tubarão ao fundo está me puxando
Porque eu não consigo nadar?

Tenho a vontade de sumir
Mas minhas ligações familiares não me deixam partir

No meio social finjo me divertir
Queria muito verdadeiramente sorrir


Porque meu coração parece ter o tamanho de um botão?
Sofrimento queria te fazer parar

Ninguém consegue esticar a mão
Não há como me salvar.