Não foram dias de primaveras
Tormentas e furacões estiveram em mim
Pensamentos de várias esferas
Sobre tudo que já vivi
Papel e tinta gastos
Nesta imensidão de palavras pronunciadas
Muitas trocas de sapatos
Para apreciar minha caminhada
Pois quando não há fundamento
Não há necessidade de olhar para trás
Um advogado sem prova para seu "fato"
Perderá sua honra nos tribunais
Não adianta apelar para a mídia
Pois no primeiro momento podem até lhe escutar
Para o delicioso ibope alcançar
Mas há canais que preferem a veracidade mostrar
E neles você não irá passar
Como um tubarão que arrancou o primeiro pedaço
Você quer voltar
Como se sofresse de algum lapso
Achando que a minha mente pode apagar
É muito "bonito" falar o que quer
Mas não ficar para escutar
A sua baixeza eu não conseguia perceber
Até você se revelar
Meus olhos agora estão abertos
Não adianta mais
Tentar demonstrar algum afeto
A sua presença não me satisfaz
Pode tentar me puxar
Mas eu não vou cair
Fique aí embaixo a me observar
Pois nunca conseguirá subir
sábado, 5 de outubro de 2013
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Just write 15
Não é somente perceber que você não está mais aqui, mas o simples fato de nunca ter esquecido esse detalhe tão deprimente. Não sinto toda essa situação como a sua partida, mas sim a minha, pois não pertenço mais a este mundo se você não pertence mais a ele. Não tenho palavras elaboradas para expor nossas histórias, vivências e convivências, apesar de tentar embelezar gramaticalmente aquilo que te cerca. E bem, não consigo de fato, você é muito mais bonito que tudo que digito. Tem um pouco mais de um ano que soube que não viveria de todo nesta vida, mas a dor que sinto me transporta para o dia de sua ida. Para mim é como se ontem fosse hoje, e o que sinto hoje também será sentido amanhã. Não posso dizer que sentirei da mesma forma, querendo ou não estamos em processo de adaptação, evolução e estagnação, mas sua falta me renova a cada manhã. De fato não tenho aquelas palavras bonitas, nem tocarei ninguém com as minhas palavras. Acho que elas são tão minhas que apenas eu consigo entender. Muitos tem a dor que sinto, mas somente eu sei a dosagem que é ministrada. Não estou tão conectada com as opiniões alheias, mas escuto que tudo que sinto, que estou passando é uma mentira, um exagero adolescente ou imaturidade. Sabe o que eu realmente penso sobre essas pessoas? Que elas querem ter o que eu tive, alguém que me completa de forma sublime, que me faz sorrir, que provoca lágrimas com desejo de quero mais, alguém que me ame e que eu possa amar sem esteriótipos. Você é meu, do seu jeitinho quietinho, com seus traços, beijos e abraços. Tudo meu, uma pena que não pode pegar um avião para cá e me fazer uma daquelas surpresas. Como disse, sinto que essa não é a sua partida e sim a minha.
domingo, 14 de outubro de 2012
Conredo
Você para e me diz que tudo se transformará
Eu até aceito a sentença, mas desconfio
Uma mariposa, uma bortoleta aparecerá?
Ou tudo não passará de uma lagarta no meio fio?
As surdinas da noite são mais claras que o meio dia
E os ultrapassados virais não encontram um início
O adultero não sabia que o cujo viria
E as lamentações pertenceriam ao comício
Rubiões almejam todos os nefastos
Pomposamente dignos do acaso
Tramitando dizeres em poucos Hertz
Sem esquecer da parada no andar 7
Conturbado retilíneo circular
Formidável, Oh discórdia!
Os surdos não podem esperar
Puderam somente apalpar
Os libertos tentam escapar
Convencendo aqueles que tornaram arredios
O tal cristalino social
Auvéolos um tanto macios
E o entretenimento frontal
Correntes de sóis nominais
Putrefação dos caminhos
Traumatismos banais
Correndo pelo suicídio dos moinhos
Convidados remanescentes ao título
Estalos de despedidas latejantes
Lamuriantes comentários do vívido
Pelos alojados viajantes
Tão convicentes quanto galinhas
Estão ao lado no supetão
Utilizáveis como farinhas
Pelo deslize da monção
Relembre doce miséria
Horizontes triviais
Olhares além da capela
Estrondos ploretariamente orbitáis
Oh, aquilo que não há!
domingo, 24 de junho de 2012
E à dentro
Nove meses se passaram
E eu me pego chorando madrugada à dentro
Nada posso fazer, pois você não está aqui
Os dias são rápidos e sem relevância
Percebo o quanto fico perdida com sua ausência
Vagando por bobagens na internet
O meu amor por você é mais brilhante que seus olhos azuis
E mais intenso que o negro de seus cabelos
As tardes são apenas horas comandadas pelo Sol
As manhãs são opções para estender meus sonhos
Dormir é sempre agradável
Você está na maioria dos meus sonhos
As noites me lembram que não tenho motivos para despertar amanhã
Isso é tão mesquinho de minha parte
Existem outros dependendo do meu passado, presente, futuro
Mas ainda vejo sem destino os meus trilhos
Dormir é tão reconfortante
Foi o que você mais fez nos últimos tempos
Mas é justamento o Grande Sono que me separa de ti
E eu me pego chorando madrugada à dentro
Nada posso fazer, pois você não está aqui
E eu me pego chorando madrugada à dentro
Nada posso fazer, pois você não está aqui
Os dias são rápidos e sem relevância
Percebo o quanto fico perdida com sua ausência
Vagando por bobagens na internet
O meu amor por você é mais brilhante que seus olhos azuis
E mais intenso que o negro de seus cabelos
As tardes são apenas horas comandadas pelo Sol
As manhãs são opções para estender meus sonhos
Dormir é sempre agradável
Você está na maioria dos meus sonhos
As noites me lembram que não tenho motivos para despertar amanhã
Isso é tão mesquinho de minha parte
Existem outros dependendo do meu passado, presente, futuro
Mas ainda vejo sem destino os meus trilhos
Dormir é tão reconfortante
Foi o que você mais fez nos últimos tempos
Mas é justamento o Grande Sono que me separa de ti
E eu me pego chorando madrugada à dentro
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Dear boy
Eu conheci um garoto nos corredores da escola
Ele estava uma série a minha frente
Mas em salas diferentes
Eu em uma ponta e ele em outra
Ele tinha os olhos mais brilhantes do mundo
Caro garoto, deixe eu ser a acústica das suas palavras
Te ouvir falar me parece o suficiente
Você é tão doce
Sempre acabarei mostrando os meus dentes
Please, deixe me ouvir a sua voz
Os seus passos sempre me pareceram tão certeiros
Apesar da pouca distância que percorriam
Você sempre vinha me encontrar
E eu queria sempre mais quando ouvia o seu "bye bye"
Caro garoto, deixe eu ser a acústica das suas palavras
Te ouvir falar me parece o suficiente
Você é tão doce
Sempre acabarei mostrando os meus dentes
Please, deixe me ouvir a sua voz
Quase sempre andava com a pele coberta
Parecia que te fazia mal a luz
Tinha uma pele tão branquinha
E as mãos frias que me seduz
Caro garoto, deixe eu ser a acústica das suas palavras
Te ouvir falar me parece o suficiente
Você é tão doce
Sempre acabarei mostrando os meus dentes
Please, deixe me ouvir a sua voz
Querido, deixe eu olhar os seus olhos brilhantes
Ver os seus passos firmes
Tocar com amor a sua pele
E ouvir a melodia da sua voz
Caro garoto, deixe eu ser a acústica das suas palavras
Te ouvir falar me parece o suficiente
Você é tão doce
Sempre acabarei mostrando os meus dentes
Please, deixe me ouvir a sua voz
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Sem necessidade de revelar sua nomeação ao público.
▄▄▄E ele caminhou pelos túneis fétidos, que estavam cheirando pó, mas não um simples pó, mas um pó de ossos, ossos de quem morreu com um grito na garganta e acído no esôfago. Um túnel que nas bases baixas de suas paredes eram verdes, verdes de lodo, um lodo que apenas de olhar amargava a boca. Um túnel que nas bases altas de suas paredes eram negras, negras como os fornos arianos, que traziam a mente as mais belas moedas de ouro. Ele sabia que caminhar ali era necessário, porém havia uma grande probabilidade que ele nunca saísse de lá, que seus ossos acompanhassem o eco daquele pó ácido restante dos fétidos gritantes. As luzes que se alternavam a cada 3 metros tinham uma cor gélida, algo que o lembrava âmbar, mas que ao mesmo tempo o fazia lembrar de túneis de minas que desmoronaram. Suas botinas que já estavam um tanto gastas pelo pavimento da vida, pisavam e se molhavam no filete de água que escorria pelo túnel, um filete de textura encorpada como óleo e salobra como de um pântano. Provavelmente já estava caminhando por ali há 10 minutos, mas não poderia de fato acreditar nisso, pois o tempo se tornara atemporal, e atemporal se tornara a rotina do tempo. Então ele pensou "o tempo, denominado o senhor de todos, neste mundo era apenas mais um servo dele", e isto o fez lembrar das tardes que passava ao lado de seu primo, treinando para o amanhã sem ter a certeza se o hoje iria se concretizar. Tardes correndo pelos campos de trigo, treinando tiro ao alvo em madeiras marcadas com tinta vermelha, dando saltos especiais (naquela época julgados fabulosos). Comendo pão sovado por sua mãe na hora do grande peso, e deliciados na hora do Sol-água-ardente. Essas lembranças tinham um cheiro delicioso, acolhedor, que o fazia lembrar de quando tudo era mais fácil (parecia mais fácil, simples), mas então ele sentiu o cheiro de onde realmente estava, nas ruinas Lot. Ele já estava meio entorpecido com aquele odor quando percebeu que uma luz azul cintilava metros à frente. Isso poderia significar algo, sentia que sim, mas seu senso crítico o contestava "pode ser apenas uma mudança na coloração do glass, ou na coloração do lodo". Mesmo assim ele sentia que aquela mudança era como o coláfaro, havia mudanças apartir dali.
domingo, 6 de maio de 2012
Descer e encontrar
De banho tomado
Sapatos de laços calçados
Meu relógio atrasado
Para encontrar você sempre adiantado
Você comprava chokito para mim
Eu falava que ia engordar
Você ria de mim
Como se com isso você fosse se importar
Eu posso estar sozinha a noite
Dos seus olhos eu sempre vou lembrar
Pois pertencem a uma pessoa forte
Com quem eu sempre irei sonhar
Você me ligava no celular
Para avisar que vinha me buscar
Eu descia até a esquina
Para você encontrar
Você fazia tudo parecer tão especial
Como se tudo fosse o mais essencial dos segredos
E foi isso que aconteceu no final
Porque nunca conheceram esse sentimento por dentro
Você me levava para passear
Por ruas que nem imagina existir
Dando a cidade um novo olhar
Sempre fazendo eu me divertir
Você me comprava pão de queijo
Daquela padaria do Setor Oeste
Me derretia com o seu beijo
Que me pegava como a surpresa de um teste
Com a sua mãe você nem se importava
Pois ela vivia fora de casa
Você sempre demonstrou que me amava
Como um vinho a uma taça
Depois de algum tempo
Era hora de voltar
Ficávamos no lamento
Por sempre mais desejar
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