domingo, 1 de maio de 2011

.Nada.


Sou muitas e de muitas não sou nenhuma.

Não tenho o que escrever pois não há o que viver.
Não tenho o que escrever pois não há como descrever.
Não tenho o que escrever pois não há o que expressar.
Não tenho o que escrever pois não há palavras a confiar.

Apenas aquela guria sem dotes, sem dons, sem atributos peculiares, singulares.
Que rabisca pequenos versos, sem uma definição ao certo.

Aquela que anda postando demais, sentindo menos, escrevendo textos pequenos.
Não sabe quase nada da vida, pois muito pouco há vivida.

Meio acima do peso, com corte desfiado no cabelo.
Algumas pontas claras, e cicatrizes nada raras.

Sou muitas e de muitas não sou nenhuma.

Não se encaixa em lugar algum. Não é sentinda por nenhum.

Existência nula. Verdade fajuta.

Um punhado de mas e vírgulas.
Que com um ponto final é correspondida.

Criatura de doce aparência. E amargo olhar.
Sem eloquência. Sem almejos a conquistar.

Nada interessante a postar. Nada a comentar.
Neste domingo a passar.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Questione. Sente.


São vidas que vem e vão, as pessoas as tratam, as olham como se fossem apenas folhas caídas de árvores. Como se valhessem apenas o momento da queda, o frescor da estação, a longevidade da clorofila. Pessoas que são apenas matérias televisivas, notícias de última hora em radios ou links de internet. Pessoas assassinadas, suicídas, ladras, anôminos, famosos, que "sabem de tudo" ou "não sabem de nada", ou com perda de mente social. Podem dizer que estou sendo um tanto antiquada, dramática ou até mesmo colocando Parnasianismo ao Jornalismo, mas, se tem algo que não estou sendo é tudo isto que poderia ser citado. Aonde está a racionalidade sentimental? Está característica ávida dos seres humanos, que pensam, que sentem, que pensam e sentem, que sentem e pensam? Aonde? Me diga que irei buscá-la. Isto não é um desabafo, talvez nem mesmo um texto, ou um comentário. Mas o simples pensamento que veio a mente de um ser humano em um final de noite. Sabe quando você vê filmes ou lê livros sobre as civilizações antigas que se auto-destruíram? Você certamente se questiona: "Como eles não enxergaram que estavam indo rumo ao precipício?", "Como não perceberam que os recursos estavam se esgotando?", "Como não notaram a perda de sua cultura?". Mas sabe o que vai acontecer no futuro quando formos a civilização antiga? Eles se questionaram: "Como eles não enxergaram que estavam indo rumo ao precipício?", "Como não perceberam que os recursos estavam se esgotando?", "Como não notaram a perda de sua cultura?". Talvez o mundo nem chegue lá, ao momento onde tudo retorna ao vazio. Ao nada absoluto. Talvez ele não chegue sozinho...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Naturais


Dias que começam frios e se tornam quentes
Tardes que começam amenas se tornam secas
Noites que começam quentes se tornam frias
Estações que se vão sem ao menos uma despedida
Os ventos não avisam quando irão soprar
As noites de luar não avisam quando irão brilhar
Aquela sombra que traz frescor a ti
Em um momento se transforma em luz ofuscante
As nuvens brincam no céu
E não avisam se dançam tango ou valsa
As estrelas não importam de mostrar os véus
Com brilhantes de Andromeda e Três Marias.

Como uma cola que une dois dedos
Um machucado no cotovelo
Não sintas mais medo
Pois este universo cuida de ti com muito zelo.
Tu tens aquele fascínio entre amigos e amigas
Porque é mais fabulosa que uma água -marinha.

No final de tudo é a natureza que irá reinar
Pois ela é a que mais merece triunfar.

domingo, 17 de abril de 2011

Feeling


Everytime I think in this candy world
Everywhere I think in you
Because when I'm close everybody, I'm lonely
Because I'm lost without you

Tudo, tudo, tudo está conectado
E tudo, tudo sem ti está acabado
Nestas melodias mirabolantes
Me sinto tão confiante
Porque assim me expresso
E tenho você por perto

Feeling our flowers, our dog, our house
Leave you is so hard
Because you complete my heart
Like a cheese for a mouse

In your eyes I'm save
In your smile I find my favorite place

Oh, I love you.

sábado, 2 de abril de 2011

Fun like sun


La la la la la la

Tudo está em seu devido lugar
Seu coração ficou em pedaços
Mas tudo foi fruto do acaso
Parece que tudo gira, mas não vai mudar
Somos primaveras de girassóis
E dizemos: "Fun like sun".

La la la la la la

As correntes de ar trazem o frescor
Correndo pelo campo de trigo
Parece que você sabe o que é o amor
Poderia ser meu namorado, confidente ou amigo
Somos primaveras de girassóis
E dizemos: "Fun like sun".

La la la la la la

Aquela música feita de improviso no violão
Dizia que a vida era boba e responsável
Nossos pensamentos iam tão altos quanto balões
Se não rolassemos na grama seria lamentável
Somos primaveras de girassóis
E dizemos: "Fun like sun".

La la la la la la

Depois de uma tarde ensolarada
Debaixo dos pés de flamboyant
Uma chuva sem raios ou trovões da uma refrescada
E nos molhamos sem nenhuma frescura
Somos primaveras de girassóis
E dizemos: "Fun like sun".

La la la la la la

Sempre o que queremos foi diversão
Conseguimos quando o mundo para
Igualamos a batida do nosso coração
Pois neste momento estamos em casa
Somos primaveras de girassóis
E dizemos: "Fun like sun".

sexta-feira, 25 de março de 2011

Friagem


...Eu amo um garoto do meio oeste americano
Que divide comigo um sanduiche de frango

Ele diz que faz rimas diferentes pra me deixar contente

E que minhas mãos são melhores que um pente
Pela manhã nós tomamos mate

E a noite nos lambuzamos com chocolate

As vezes até penso que ele é irreal

Pois ocupa no meu coração um espaço ideal...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Keselight - Part II

Ela estava sonhando que caminhava no parque em uma tarde de outono, procurava por algo, olhava em todas as direções, atrás das árvores, bancos e fontes. Tentava ouvir algum ruído, mas com todas aquelas vozes não conseguia. Porém, o parque estava vazio, apenas ela caminhava por ali. O pior de tudo era procurar algo que não sabia o que era. 
Nas extremidades do parque há pistas de cooper e ciclovias, adentrando há bancos e árvores, logo após, duas belas fontes (apesar de seus anjos demonstrarem dor, lágrimas e sorrisos), e na parte central, um labirinto com paredes cobertas de hera. Por algum motivo quando ela olhou para o labirinto seu coração disparou, suor gelado descia por sua nuca, e suas mãos ficaram trêmulas. Ela começou a caminhar.
Rodeada por toda aquelas natureza urbanizadamente perfeita, enquanto levantava folhas secas com os pés, e acariciava a hera com as mãos, sua mente sempre a transportava para o galpão perto de sua casa. Aquele lugar formado de ferro, aço, suor, capitalismo e óleo, onde uma década atrás funcionava uma fábrica de maçanetas. Maçanetas de todos os tipos, clássicas, modernas, com um trinco ou dois, prateadas, douradas, e até mesmo de cristal.
 Nesta fábrica também se fabricava as chaves (é claro), mas elas na primeira impressão enganavam, pois a de aço poderia abrir a maçaneta de cristal, e a para dois trincos a de um. Com isso era possível ninguém sabia, pois os funcionários fabricavam apenas maçanetas. Quem fabricava as chaves era o senhor Oxttish, um homem de aproximadamente 70 anos, cabelos brancos, magro e com unhas rosadas. Não se tinha muitas informações sobre ele, além de que fabricava maçanetas e chaves a vida inteira, pelo interior da Inglaterra. Os seus produtos sempre foram fabricadas a mão. 
O labirinto chegava ao fim. Ela mal percebeu que caminhos tomou, olhou aquele lugar com suas paredes de hera, folhas secas no chão, e uma espécie de mesa no centro, exatamente no centro do labirinto. Em cima desta mesa havia um cubo, um pouco mais alto e mais largo que um micro-ondas. Parecia feito de vidro, um vidro tão cristalino como a água, envolvendo ele como se estivesse protegendo, tinha filetes de aço formando um desenho quadriculado. O cubo estava aberto. A tampa jazia ao seu lado.
 Ela começou a se aproximar, como um imã é atraído pelo polo oposto. Mesmo sem ver, ela sentia que tinha algo lá, talvez o algo que procurava. Seu coração estava na sua boca, esticou o braço direito e colocou-o dentro do cubo, sem ao menos olhar o que ele possuía. Mesmo assim viu que brilhava e o agarrou. 
Nesta hora ela despertou. O coração ainda pulsava rápido, olhou ao redor e viu que estava em seu quarto, tudo parecia como era. De repente viu que sua mão direita estava fechada, sentia que havia algo ali dentro. Sacudiu a cabeça e disse a si mesma: "Sophie wake up! Está ficando louca?". Ela abriu a mão, e tinha algo ali...