quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Hanabi

Não me entendas mal por assim começar
Mas a verdade alguém haveria de falar
Um ano novo começou
E há quem pense que tudo mudou
Juras de felicidade, amor e amizade
Que possuem prazos de validade
Nesta última semana total em janeiro de 2011
O brilho do ouro novo converteu-se em bronze
Atitudes inusitadas por causa de um dígito
Que trouxe tragédias que nunca haveríamos previsto
Mas antes que me taquem uma bomba
Tenho algumas palavras em outro idioma
Kanashii koto ni deau tabi ni
Daijoubu da yo to kuchiguse ni naru
Ano hi nani ka ga tomatte
Shimatta konna watashi ja
Ikura inotte mita tte
Hoshi hitotsu sae mienai
É claro que lhe desejo sorte
Seja no amor, no trabalho ou no esporte
Que reflita bem suas escolhas este ano
Para que no futuro 2011 não seja o ano do engano
Que os desafios consiga vencer
E os aprendizados de mente e alma compreender
Afinal de contas, vencer ou perder
Fazem parte do nosso viver
Itsuka kikasete kimi no kuchi kara
Shiawase dayo to soshite waratte
Omoide wa soo utsukushii mama
Sotto kagi kake shimatte okoo
Kono omoi yo kono omoi yo sora e uchiagari
Hanabi no yoo ni hanabi no yoo ni utsukushiku

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Olavo


Botões de rosas

Imundam o meu ser

Lavando a minha alma

Até o amanhecer

Com o doce aroma do prazer



Em homenagem a este ser nascido dia 16/12/1865, Sagitariano, Nacionalista, formado em Medicina, e poeta Parnasiano.


Muitas de tuas palavras as fiz minhas

Muitas de tuas expressões as fiz minhas

Muitos de teus sentimentos acho que até compreendi

Mas nem de longe farei a falta literária e intelectual que faz ti.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Keselight - Part I

É ínicio de noite de verão, acabo de desembarcar do ônibus, a grande máquina de fibra de carbono e ferro estava gelada, o crepúsculo torna o ceú "SandyBrown", mesclado com um tom de nublado, a chuva virá, e os ventos sopram nomes que desconheço, enquanto ando devagar pela calçada tranquila de um setor comercial em uma tarde de sábado. Tudo parece normalmente quieto, mas estou estranhamente inquieta, como alguém que acabou de fender seu coração. As pessoas não se tornam tão inconvenientes quando estão dentro de suas casas, dentro de suas vidas, afinal de contas, nas ruas todos somos vitrines.
Continuo andando com o meu sapato de salto 5, meu vestido azul escuro de detalhes amarelos e a bolsa da primavera. A chuva começa a cair como em todos os dias desta época do ano, parece que uma tempestade vem por aí,decido colocar minha jaqueta, mesmo assim prefiro não apressar o passo, a chuva sempre foi minha amiga. Já estou na metade do caminho para casa, agora já estou no meu próprio setor, um local perdido entre a década de 70 e a expansão comercial da cidade. Poderia seguir reto para casa, mas por algum sentimento desconhecido ou não compreendido, viro a esquerda por uma das mais belas ruas de meu caminho, mas apesar de toda a beleza de suas casas, não conheço ninguém dos que a possuam. O som do meu salto marca a rítmica da notas do asfalto, nesta rua que sempre me chamou a atenção, afinal arquitetura é arte e a arte me atrai.
Todas as casas tem características únicas do Degradeè ao Art Déco, algumas tem paredes brancas, portões com grades, ou que privam os curiosos de analisar a arte interna das edificações, há aquelas de muros brancos ou até a que seus muros são cobertos de plantas ou muros orgânicos como gosto de nomear. A cada passagem analiso as suas individualidades e descubro novos detalhes, alguns sutis, outros extravagantes, e me pergunto como não o vi antes. Brincadeirinhas da mente.
Geralmente quando contorno a esquina continuo na calçada e atravesso a rua quando estou na antepenúltima casa, sempre com o meu passo lento. A chuva já se tornou uma tempestade, minha visão fica turva, prefiro não pegar o guarda-chuva, a água está deliciosa, como se a ácidez da poluição da cidade houvesse desaparecido. Justamente quando passo em frente a casa de muros orgânicos, percebo algo brilhando, nunca o tinha visto antes, decido atravessar antes da hora...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Turva


A escuridão cega os meus olhos
Minha mente se torna turva
Meu corpo se torna incapaz
Não sinto a minha existência
Não preciso mais respirar
Já tomo sangue venoso
E o gosto é bom
Esta prisão me torna liberta
Pois sei que você tem a chave
Pelas grades sinto a alma que chora
Com um leve sorriso irônico
Mas não vejo
Porque a escuridão cega os meus olhos
Minha mente permenece turva
Com toda a minha consciência inconsciente
A incapacidade do meu corpo
Me afasta da minha existência
Já não me lembro o que é respiração
Meu sangue converteu-se em branco
Mas o gosto é muito bom.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Distância afetiva


"As vezes me pergunto se seria tão forte a minha amizade com a @kiwizete se ela estivesse aqui por perto." Posted by @apikeda in 18:08 - 07/11/2010 Link.

Estava pensando sobre o que ela disse da nossa amizade. Bem, acredito eu que temos muita coisa que nos difere, como por exemplo:
Ela prefere samba, pagode.
Eu prefiro pop, rock.
Ela se veste sempre bem. Usa vestidos e saltos.
Eu não sou um belo exemplo de moda e não me separo do meus All Star.
Ela estuda o mundo das artes, mesmo ainda não estanto formada já é minha designer favorita.
Eu estudo exatas e humanas. Minha criatividade nem sempre é bem-vinda na minha profissão.
Ela é super cuidadosa, apesar de ter arranhado as lentes do ocúlos por esses dias.
Eu não sou de longe o primor em cuidado e organização mas nunca perdi um documento.

Acabei de citar muitas coisas que aparentemente nos difere, mas essas mesmas coisas também podem revelar um outro lado, por exemplo:
Ela escuta pop, rock. E aquelas músicas de gerações passadas que tocam em bailes e em shows de travestis.
Eu escuto samba, pagode. Pode ter certeza que não sei dançar, mas canto Maria Rita e Seu Jorge, e até toco pandeiro.
Ela também usa tênis, anda com o cabelo preso e veste aquele jeans velho.
Eu também uso salto, e olha que são altos. Saio de vestidinho e até arrisco uma maquiagem elaborada.
Ela era uma boa aluna de matemática na época da escola, e é capaz de ser muito melhor do que eu.
Eu não sei todas as formas de arte, mas gosto de Degradè e Art Déco. Mas não me atrai tanto o Rococó.
Ela as vezes faz algo que eu faço: cair, esbarrar em algo, deixa de prestar atenção no que o outro diz.
Eu apesar de escutar as broncas da minha mãe pela bagunça do meu quarto, sempre está organizado e a mão meus textos e desenhos.

Sei que posso não vê-la todos os dias, ou até mesmo mandar tweets todos os dias. Mas sei que quando penso no futuro, consigo imaginar nossos namorados ou maridos carregando nossas sacolas do shopping. Consigo ver nós dirigindo por aí, quem sabe os filhos dela não me chamem de "titia"?
Escrevi esté texto apenas relacionando algumas de nossas banais diferenças mas acredito que se fosse escrever aquilo que nos une, o meu texto teria no mínimo o dobro de caracteres que este.
Um dia escreverei para vocês algumas coisas das muitas que melhoraram na minha vida depois de conhecer a Paulinha mas neste quero terminar dizendo a ela como bom poder contar contigo.

Para: Ana Paula Ikeda. Amo-te.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lembranças do Mar



Em todas as vezes que eu pensava no mar
Me pegava pensando em você
Todas as vezes que as ondas corriam até mim
Me lembrava de quando ia até você
Essas ondas que formam espumas brilhantes
Como os seus olhos quando me viam chegar
E quando a maré voltava, deixava marcas
Como aquela que você deixou em meu coração
E todas aquelas conchas que ficaram pelo caminho
Me distraiam como o som da sua voz
Quando entrava no mar sentia a água gelada
Que me arrepiava do mesmo modo quando te vi pela primeira vez
E a medida que me deslocava para o fundo
Pensava que você fez o mesmo em minha vida
E cada mergulho que dava fazendo com que o ar se exaurisse de meus pulmões
Me sentia quando ficava muito tempo com você
E cada mergulho que eu dava, eu queria mais
Como queria mais e mais a sua presença
Toda aquela água cristalina e extensa
É límpida e longuinqua como o meu amor por você
E toda a sua profundidade e magnitude
É como o seu amor faz bem a minha alma

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Mais uma vez, números


Novamente escrevendo sobre números. Hoje não será sobre o 3 em minha vida, mas para o simples arquivamento do dia em que comecei a usar o contador.
Nunca desloquei minha atenção para este tipo de atitude, de saber a quantidade de pessoas que leem o que posto. Estou mais interessada na qualidade das pessoas que leem, e o que elas viram aqui as levem a algo.
Mas enfim, nunca liguei muito para a visitação, mas se tem algo que eu realmente amo é brincar com números. Seja em jogos, no dia-a-dia ou no simples passar da vida.